Postagens mais visitadas

Mostrando postagens com marcador esporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esporte. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de junho de 2018

II Copa dos Refugiados

No domingo, dia 03 de junho aconteceu a II Copa dos refugiados no estádio do Sport Clube Internacional (Beira Rio). Senegal , Angola, Peru e Líbano foram os semifinalistas.
A abertura da Copa, contou com a presença do cantor nigeriano Lumi, finalista do The Voice Brasil 2017. Lumi é um dos apoiadores dessa II Copa dos refugiados. 
Ele deixa bem claro a relevância de ter um evento assim: "É muito importante, porque comemora a nossa união, não como africano ou como imigrante mas como pessoas. E está chamando muita atenção e isso através do esporte traz muita alegria, paz e todas as coisas boas."  

Nessa Copa também tivemos muito samba com a Escola Imperadores do Samba, que trouxeram  um pouquinho daquilo que representa nosso País. Assim como já dizia nossa querida Alcione "NÃO DEIXE SAMBA MORRER , NÃO DEIXE O SAMBA ACABAR", Érico Leoti e sua escola não deixaram esse ritmo morrer e colocaram todos para sambar na entrada dos jogadores, que logo mais fariam um show à parte dentro do campo.




Érico Leoti, representante da Imperadores do Samba, deixou todo seu apoio para com os refugiados. Ele ofereceu o espaço da escola para qualquer evento que os refugiados precisarem.


Tatiana Belen

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Novos rostos que fazem o Brasil

Haitianos, sírios, senegaleses, congoleses, venezuelanos... por diferentes razões estas pessoas deixaram seus países nos últimos anos em busca de uma vida melhor no Brasil. Alguns são classificados como refugiados, status legal que é concedido a quem sofre "fundado temor de perseguição" em seu local de origem e cruza fronteiras para proteger a própria vida. Foi o que aconteceu com colombianos e angolanos na década de 1990 e que ocorre agora com sírios, por exemplo. Outros buscam melhores oportunidades de trabalho, como os senegaleses, ou de condições econômicas e de infraestrutura mais adequada, como os haitianos que abandonaram sua terra após o terremoto em 2010. 
O status de refugiado é concedido pelo Comitê Nacional de Refugiados (CONARE), que analisa cada caso. Os sírios são atualmente o grupo mais numeroso, mas a situação pode se modificar se as solicitações apresentadas por venezuelanos forem reconhecidas. No ano passado, eles encaminharam mais de 17 mil pedidos ao CONARE, o que representa 53% do total. Em casos nos quais o conceito de refúgio não se aplica, o governo concedeu também vistos humanitários. 
A prática no Brasil tem sido a de não criminalizar a imigração, o que não quer dizer que a acolhida seja sempre fraterna. Os estrangeiros enfrentam o preconceito (e o racismo é um problema muito presente no Brasil) e há inclusive casos registrados de agressão contra eles. Num cenário de crise econômica, há brasileiros que temem perder seus empregos para quem vem de fora, um argumento que é derrubado por pesquisas científicas. 
Entre as formas de facilitar a inclusão de refugiados e imigrantes está o apoio no aprendizado do português. Algumas destas aulas serão financiadas com o valor arrecadado na Copa dos Refugiados, realizada nos dias 2 e 3 de junho em Porto Alegre. A cobertura do evento foi feita por nossa equipe e você confere aqui. 
O local das semi-finais e final da competição não podia ser mais apropriado. O Beira-Rio foi remodelado para a Copa de 2014 e teve entre seus operários haitianos, que tive oportunidade de entrevistar no dia da inauguração. Na época, me contaram que recebiam cerca de R$ 1500,00 e tentavam viver com cerca de R$ 1000,00 apenas. O restante era enviado para familiares no Haiti, pois representava um valor alto lá, que garantia uma vida melhor para os que tinham permanecido.  
Denise De Rocchi

De imigrante a campeão
Como vivem os venezuelanos no Brasil

quinta-feira, 7 de junho de 2018

De imigrante a campeão

Treinador do Senegal conta sua trajetória até a final

Foto: Mariana Braz
No último domingo (03/05), ocorreu no estádio Beira Rio a segunda edição da Copa dos Refugiados em Porto Alegre. Evento que consiste em buscar a integração de refugiados e imigrantes com o povo gaúcho e promover a sua inclusão social.  (entenda a diferença entre refugiado e imigrante)
A seleção de Senegal se tornou bicampeã da Copa após superar o Líbano nos pênaltis, em uma partida onde o cansaço tomou conta dos jogadores. 
Há cinco anos no Brasil, o técnico da seleção senegalesa Serigne Mame, conta que conheceu o país através de um amigo do Rio de Janeiro, foi incentivado por ele a vir para cá, pois na época tinha muito emprego. Ele relata que o início não foi muito fácil, quando chegou em Caxias do Sul não tinha lugar para ficar, então esse amigo o tirou da rua e o acolheu dentro de sua casa, onde residiu por um ano, economizando dinheiro para alugar uma casa e abrigar mais dois amigos. 
Aprendeu a falar português na prática, ouvia as pessoas e tentava repetir as palavras. Entre risos, admite que não é algo fácil, mas que vem aprimorando a língua. 
A seleção senegalesa é bem organizada, a ideia de montar um time veio justamente para ajudar aqueles que estavam chegando no país, fazendo do futebol um meio de aproximação. Caso alguém chegasse aqui e não tivesse uma casa para ficar, através dessa união proposta pelo futebol, eles arranjavam abrigo e ajudavam um ao outro. 
Foto: Denise De Rocchi

O time joga junto há quatro anos e chegaram a jogar contra o time B do Caxias e do Juventude. A inspiração de ser treinador veio a partir disso. Ele conta que estavam treinando para essa copa há muito tempo, jogavam todos os domingos para se prepararem.
Segundo ele, a importância de ter ganhado o título é gigantesca, todos os jogadores mereceram, pois jogaram em jejum - Ramadã, um tempo de renovação da fé. Serigne alega que se não tivessem feito isso, não teriam chegado até a final e explica que por isso alguns jogadores erraram os pênaltis, pois estavam muito cansados. Com um sorriso no rosto e a medalha no peito, afirma que todo o esforço valeu a pena.




                                                                                                                                           Mariana Braz

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Torcida da Copa dos Refugiados 2018

      Promover a integração e inclusão social. Foi com esse objetivo que, na tarde deste domingo (3), foi realizada a Copa dos Refugiados 2018 no estádio Beira-Rio. Organizado pela Agência da ONU para Refugiados e instituições colaboradoras, o projeto recebeu mais de cem refugiados e imigrantes e reuniu oito seleções que representavam Angola, Colômbia, Guiné Bissau, Haiti, Líbano, Peru, Senegal e Venezuela.
Foto: Camila Souza
       O valor do ingresso cobrado para assistir aos jogos foi de dez reais e todo o dinheiro arrecadado será destinado ao projeto Tupiniquês (ação que vai oferecer aulas gratuitas de português e cultura brasileira aos refugiados). Esse foi o principal motivo que fez com que o torcedor Adelar e sua esposa marcassem presença no Beira-Rio neste domingo: ''Nós ficamos sabendo da Copa através da Zero Hora, e decidimos vir dar um incentivo, principalmente porque vimos que o dinheiro arrecadado será para as aulas de português para os refugiados. Achamos muito importante essa oportunidade de integração'', afirmou Adelar.
      A torcida do Líbano, time vice-campeão da Copa, ganhou destaque na arquibancada por toda a sua animação. Cada gol era comemorado com muito barulho.



Foto: Camila Souza

      Os pais de Vinicius Farias Curi, camisa 11 e craque do time libanês, estavam na primeira fileira da arquibancada, pertinho do campo para torcer para o filho. Eles contaram como Vinicius entrou para o time e quem eram os torcedores que fizeram a festa nas arquibancadas: ''Sou natural de Pelotas, e meus bisavós eram refugiados Líbanos aqui no Brasil. O Vinicius entrou para o time através dos amigos que jogavam e o convidaram por ele ser descendente de refugiados. Nós temos um grupo chamado ''Amigos do Líbano'', e todos os anos a gente organiza viagens para o Líbano e levamos o grupo para visitar. A maioria da torcida aqui é do pessoal desse grupo'', disse o pai do jogador Vinicius.

Foto: Marcus Vinícius

Camila Souza

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Lugar de mulher é no esporte

O descaso com o trabalho feminino já existe há muitos anos. No futebol é mais complexo porque há um preconceito por ser um esporte com predominância e com maior foco no futebol masculino, desconsiderando o fato de que mais de cinco mil mulheres praticam esse esporte profissionalmente ou exercem outras profissões que o envolvam.

Mesmo com a regra criada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), onde diz que se “clubes brasileiros que não tiverem um time de futebol feminino serão proibidos de participar libertadores a partir de 2019”, apenas sete clubes dos 20 da elite futebolística têm times compostos por mulheres. Outra exigência da CBF, além de maior investimento, os clubes terão de cumprir ações que visam, principalmente, estimular a formação de jovens atletas e melhorias na infraestrutura nos centros de treinamento.

O mais decepcionante em toda essa desvalorização do futebol feminino é que este feito acontece com mais predominância no “país do futebol”, mas país do futebol masculino. O nível de desafios enfrentados chega ao ponto de atletas terem que vestir o uniforme de jogo em um estacionamento, porque supostamente não tem vestiários para as mesmas. Dentre outros desafios enfrentados, destacam-se as inúmeras partidas jogadas em dias seguidos – às vezes na mesma semana - sem descanso pelo motivo do estádio não ter datas suficientes para reserva de um jogo considerado fora dos padrões.

Por ser considerado um esporte para homens, o futebol feminino não recebe nenhuma divulgação nas redes sociais, porém a frequência feminina nos diferentes tipos de esporte é um fenômeno representado pelas transformações estruturais pelo que se passou e se passa o esporte contemporâneo. No ano de 2016, as Olimpíadas que ocorreram no Rio de Janeiro mostraram que existe mulher no esporte, sendo 45% de atletas femininas, mesmo que alguns países proíbam sua presença em esportes. Mesmo que haja países que impeçam o papel da mulher no meio esportivo, pesquisas afirmam que o desempenho delas nos esportes é melhor que o desempenho masculino.

Lamentavelmente, a dificuldade não existe apenas no âmbito de jogo: jornalistas que escolheram se especializar na área esportiva sofrem diariamente com o machismo e o assédio enquanto estão trabalhando. A campanha das redes sociais #deixaelatrabalhar teve como objetivo a conscientização do valor da mulher no meio esportivo. Um esporte que deveria ser de união e de libertação para pessoas se torna opressor a um ponto de existir campanhas para que uma sociedade visivelmente machista se conscientize da humilhação que essas profissionais passam. Antes de gritar enlouquecidamente por mais um gol de um craque, deveria gritar para que tenhamos um país mais próximo de honrar em ser país do futebol sem valores sexistas, um país que valorize o futebol jogado por mulheres e por homens.

  ENQUETE

                                    


Uma pesquisa realizada com jogadoras da categoria de base do time Grêmio Foot-Baal Porto Alegrense traz no foco do questionamento qual o maior problema enfrentado pelo público feminino no esporte e por que ainda há tanto preconceito em um esporte com predominância masculina. As jovens possuem idades entre 16 e 17 anos e também apresentam dificuldades nos centros de treinamento, tal qual o fato de possuir vestiários separados, mas mesmo assim não conseguem se adequar ao local.

PERGUNTAS REALIZADAS:

1. Você acha que a mulher é muito desvalorizada no meio futebolístico?

2. Qual você acha que é o maior problema que as mulheres passam em seu trabalho, sendo elas jornalistas ou jogadoras?

3. Por que você acha que ainda exista muito preconceito com o fato de mulheres praticarem um esporte predominantemente masculino?

4. Você acha que ainda deveriam existir mais campanhas além das já realizadas #deixaelatrabalhar e #deixaelatorcer?





Inayê Silva

segunda-feira, 14 de maio de 2018

#DEIXAELATRABALHAR

Repórteres que também apoiam o projeto. Foto: reprodução youtube.


 A hashtag #DeixaElaTrabalhar, criada nas redes sociais, é um movimento contra o assédio a repórteres mulheres nos estádios do Brasil. Esse movimento vem tomando conta dos principais jornais, revistas, e programas de debates do país, jornalistas que estão apenas fazendo o seu trabalho acabam sendo desrespeitadas, então todas elas se juntaram contra todo machismo, a diferenciação, o desrespeito, a violência e toda essa humilhação, iniciando essa campanha.

  Muitos casos repercutiram bastante, como o da repórter Bruna Dealtry do canal Esporte Interativo que foi beijada a força por um torcedor em uma transmissão ao vivo, também o da repórter Renata Medeiros da Rádio Gaúcha em Porto Alegre, que já passou por diversas situações, a mais recente delas vista nas redes sociais quando um torcedor do Inter a insultou e agrediu fisicamente no estádio Beira Rio enquanto cobria o Grenal. ‘’Sai daqui, sua puta’’ gritava o torcedor.
  Esse é só um dos muitos casos que ocorrem com jornalistas esportivas, o que não se limita só a essa área, o objetivo da campanha é dar incentivo a mulheres de todas as áreas que sofrem a buscar o seu espaço.

Renata Medeiros conversa com nossa repórter e responde algumas perguntas contando como se sentiu.



Gabrielen- Há quanto tempo tu trabalha com o jornalismo esportivo?
Renata- Eu trabalho no jornalismo esportivo desde o segundo semestre da faculdade quando eu comecei a trabalhar como estagiária de produção da Rádio Guaíba, eu comecei a trabalhar lá em outubro de 2011 produzindo o programa Repórter Esportivo á tarde, fiquei lá por um ano, quando fui chamada pra estagiar na rádio Gaúcha em novembro de 2012, dali fui pra Zero Hora fazer Copa do Mundo em fevereiro de 2013, e quando me formei no fim de 2014, fui contratada como jornalista pela rádio Gaúcha em 2015 onde estou até hoje.
Gabrielen- O que te fez escolher essa profissão?
 repórter Renata Medeiros no vídeo da campanha: reprodução youtube
Renata- Eu sempre gostei muito de futebol e por isso eu começava a ler a Zero Hora de trás pra frente como a maioria de nós que gosta de esporte, então eu comecei na sexta série a escrever sobre futebol nas aulas de crônicas que eu tinha na disciplina de redação. Escrever sobre futebol me despertou um gosto muito intenso pela profissão, e logo na sexta série eu já tinha certeza que eu queria ser jornalista esportiva pra escrever sobre futebol, então a primeira oportunidade que eu tive de entrar num mundo esportivo dentro do jornalismo eu me agarrei mesmo sendo rádio, embora eu sempre quisesse impresso, minha primeira oportunidade foi em rádio e eu me agarrei nela.
Gabrielen- Já passou por situações desagradáveis pelo machismo? Quais vezes?
Renata- Acho que são duas coisas, primeiro o sentimento geral que a gente tem de todos os dias precisar provar que a gente tem condições de estar onde a gente está, isso é um sentimento constante e que eu acho que ainda vai demorar algumas gerações pra gente se livrar, se libertar desse sentimento de que a gente ta sempre em desvantagem, sempre duvidada, a gente nunca tem mérito de nada, os próprios colegas desmerecem nosso trabalho justamente pela questão do gênero. Quais vezes? Retirando isso de diariamente, coisas que eu me lembre assim, teve um dia no ar que o comentarista falou que eu não era tão bonita quanto ele achou que eu era, no meio de um boletim que eu estava dando sobre o Cruzeiro na Copa do Brasil, e eu respondi a ele que eu não era paga pra ser bonita, eu era paga pra dar informação. Sempre que eu me deparei com situações machistas eu procurei responder de igual pra igual pra que eu não assimilasse o ataque, mas claro que a situação mais grave que aconteceu comigo foi no Grenal, aquele torcedor do Inter que me agrediu, sem dúvida eu nunca pensei que fosse passar por algo nem perto disso.
Gabrielen- Já pensou em mudar de profissão por causa dessas dificuldades?
Renata- Nunca, nunca porque eu passei seis anos só querendo muito trabalhar com jornalismo esportivo, e eu de carreira tenho sete anos de jornalismo esportivo agora, então eu basicamente passei o mesmo tempo querendo ser jornalista e sendo jornalista então é algo tão meu, já é tão parte de mim que eu não me imagino sem, não me imagino em outra profissão, não me imagino fazendo outra coisa e eu acho que ninguém tem o direito de tirar isso de mim, todo mundo que sonha em ser jornalista esportiva ou qualquer outra profissão, não é por causa do gênero que vai ser mais merecedor do que o outro, então eu imagino que ninguém pode tirar isso de mim e por isso eu nunca pensei em mudar de profissão, mesmo depois do Grenal que foi a ocasião que mais mexeu comigo, que eu chorei bastante, fiquei bem abalada, por um
momento meu pai, por exemplo, falou ‘’viu o que é que da ficar metida no estádio’’, como se eu fosse culpada por ter sofrido aquilo, esses momentos mesmo tendo sofrido isso, mesmo tendo sido colocada em dúvida minha paixão, minha capacidade pelo jornalismo esportivo, não só na questão técnica, mas de suportar o pacote como um todo, e quando eu falo em pacote eu cito essas ocasiões, então ter vivido isso foi bem complicado e mesmo assim eu nunca pensei em desistir.
Gabrielen- Que mensagem tu deixa para as mulheres que querem seguir essa profissão?
Renata- O recado que eu deixo é não se acostumar com o cenário do futebol que é nos apresentado desde pequenas, a gente basicamente é levada no estádio desde criança vestindo roupas mais largas do que o manequim que a gente veste, acompanhada normalmente por homens, nosso pai, nosso namorado, e eu tive a sorte de sempre ser acompanhada pela minha mãe e ter assim numa mulher um grande espelho dentro de casa, eu sei que com a grande maioria não é assim que funciona, então a gente cresce ouvindo’’ ah se tu quer ta nesse meio tu tem que se acostumar com isso’’. Eu acho que a nossa geração, a minha e as mais jovens não tem mais que se acostumar com isso, não tem que se acostumar a ouvir piadinha, se sentir diminuída, a ser alvo de brincadeiras de mau gosto, de comentários sexistas, enfim, todo comportamento machista que ta naquele pacote que eu falei do futebol, eu acho que tem que terminar e isso só vai mudar se a gente começar a mudar essa cultura de que dentro do estádio tudo pode, esse é o recado que eu dou pras mulheres que querem seguir no jornalismo esportivo, não deixem que as pessoas tentem acostumar vocês a suportar coisas que a gente não tem que suportar, respondam, revidem e deixem muito claro que o jornalismo tem que abrir espaço, principalmente o esportivo, tem que abrir espaço pra presença da mulher como profissionais sérias de posição, de informação, de opinião, e não como a voz feminina, a musa da reportagem, adjetivos que não agregam em nada para o nosso trabalho, nosso trabalho é sério, é de credibilidade, é de qualidade, é como de qualquer outra pessoa, não é porque a gente é mulher que a gente tem que ser tratada como uma atração dentro do jornalismo esportivo. Esse é o recado que eu deixo para quem quiser seguir nessa área.



Vídeo da campanha / reprodução youtube




Matéria feita por Gabrielen de Oliveira Marques e postada pelo blog quando é o café.




Editorial

A primeira edição do blog Quando é o Café? está em fase de preparação (ou ebulição, se preferirem). São mais de 20 aprendizes de jornalista ...